A pandemia

The Pandemic

Nos 28 anos desde que os cientistas identificaram o vírus da imunodeficiência humana (HIV) como o causador da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), ele se disseminou de maneira implacável, causando uma das pandemias mais devastadoras da história do homem. Mais de 20 milhões de pessoas já morreram de AIDS e calcula-se que outros 33 milhões vivam com HIV.

Mas os esforços mundiais para combater a pandemia estão finalmente começando a atingir resultados palpáveis.

  • De acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), a taxa anual de novas infecções caiu de estimados 3 milhões em 2001 para cerca de 2,7 milhões em 2007. Esse claro declínio é em parte explicado por melhoras na vigilância sanitária e na coleta de dados. Mas também é fruto de uma tendência natural na evolução da pandemia, por um lado, e provavelmente de uma ampliação do conhecimento sobre HIV e dos programas de prevenção, por outro.
  • O número de pessoas soropositivas que vivem em países de média e baixa renda e que hoje são tratadas com antiretrovirais, drogas que ajudam a controlar a progressão da doença, aumentou dez vezes desde 2001, chegando a 3 milhões. Em grande parte isso se deve a um maior apoio dos governos, das agências de saúde e das organizações não governamentais que atuam mundialmente.
  • A expansão dos serviços para reduzir a transmissão vertical do HIV levou a uma queda no número de novas infecções entre crianças em todos os lugares do mundo. Porém, com a melhora do acesso a tratamentos que salvam vidas, o número de crianças abaixo de 15 anos que vivem com o HIV cresceu de 1,6 milhão para 2 milhões entre 2001 e 2007. Quase 90% dessas crianças vivem na África subsaariana.
  • Os financiamentos para programas relacionados ao HIV aumentaram 6 vezes desde 2001

 

Ainda assim, a AIDS continua a quarta principal causa de morte no mundo. A cada dia, acontecem 7.500 novas infecções pelo HIV, e são as pessoas mais vulneráveis que continuam suportando o ônus mais pesado dessa doença cruel. A África subsaariana, onde vivem quase 67% das pessoas infectadas, foi responsável por quase ¾ de todas as mortes relacionadas à AIDS em 2007. E, embora a epidemia tenha de certa forma se estabilizado nesses países, parece ao mesmo tempo emergir com nova ferocidade em outras regiões do planeta, como China, Indonésia, bolsões do Leste Europeu e da Ásia Central, assim como em países ricos como Alemanha, Reino Unido e Austrália.


A IAVI defende uma resposta abrangente a essa crise. Isso inclui desde expandir os programas educativos e comportamentais de prevenção do HIV até aumentar o acesso a serviços de tratamento e ferramentas de prevenção, passando por intervenções referentes às questões sociais, culturais e estruturais que contribuem para a expansão da epidemia.


Embora sejam essenciais hoje e provavelmente continuem sendo importantes num futuro próximo, as abordagens educativas e comportamentais tradicionais à prevenção do HIV não bastarão para controlar completamente a pandemia. E apesar da importância de expandir os programas de tratamento, esses esforços não vão impedir a expansão contínua da pandemia. Os governos e as agências de saúde mundiais dificilmente  conseguiriam atender a todos que precisam de terapia antiretroviral. Mesmo hoje, para cada duas pessoas que ganham a chance de se salvar recebendo tratamento antiretroviral, surgem cinco novos infectados. Talvez nunca venhamos a ter uma solução única para o HIV e a AIDS, mas a história mostra que nenhuma grande epidemia viral foi jamais debelada sem uma vacina. A IAVI está comprometida em agilizar o desenvolvimento de uma vacina preventiva contra a AIDS e garantir que ela seja disponibilizada para quem mais precisa.

 

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