As vacinas contra a AIDS


About an AIDS Vaccine

Uma vacina preventiva é uma substância introduzida no organismo humano que ensina o sistema imune a detectar e destruir um patógeno – que pode ser um vírus, uma bactéria ou um parasita que cause alguma doença prevenível. Todas as vacinas contêm uma forma ou uma parte inócua do patógeno que pretendem atacar. Elas exercem seus efeitos através da resposta imune adaptativa, um braço do sistema imune que aprende a reconhecer e neutralizar patógenos específicos.


As vacinas podem ser feitas de várias maneiras diferentes, mas somente algumas dessas abordagens se aplicam ao desenvolvimento de vacinas contra a AIDS.

Tipos de vacinas:

  • Vacinas inativadas de vírus inteiro: o princípio ativo dessas vacinas é um vírus ou bactéria intacto, mas que foi morto ou inativado, tornando-se incapaz de infectar seres humanos. Alguns exemplos são a vacina contra cólera e a antipólio injetável. Essa técnica não tem sido aplicada ao desenvolvimento de vacinas contra o HIV devido ao risco, pequeno mas inevitável, de que os vírus coletados para esse preparo não estejam todos mortos ou completamente inativados.
  • Vacinas vivas atenuadas: usam uma forma do patógeno visado que dificilmente será nociva – por exemplo, uma forma capaz de se multiplicar, mas não de causar a doença. Alguns exemplos são a vacina contra sarampo e a vacina oral contra pólio, que tem sido amplamente usada nas campanhas mundiais de erradicação da doença. Essas vacinas podem ser muito eficazes porque imitam perfeitamente o comportamento do patógeno visado, dando ao sistema imune uma ideia bem clara do que teria que enfrentar. Porém, devido ao risco de que o HIV atenuado volte a assumir a forma que causa a doença, essa técnica não é aplicada ao desenvolvimento de vacinas contra a AIDS. 
  • Vacinas de subunidades: as vacinas dessa variedade são compostas de pedaços purificados do patógeno – conhecidos como antígenos – que geram uma resposta imune com forte efeito protetor. As vacinas de subunidades mais comuns incluem a da gripe sasonal e as vacinas contra hepatite B. Essa técnica foi usada para produzir a primeira candidata a vacina contra a AIDS testada em seres humanos, que não foi capaz de proteger contra a infecção pelo HIV. Os pesquisadores, muitos inclusive filiados à IAVI, estão atualmente experimentando novas estratégias com essa técnica.
  • Candidatas a vacina de DNA: essas candidatas a vacina também são projetadas para ensinar o sistema imune a reconhecer um pedaço da bactéria ou vírus alvo. A diferença é que seus princípios ativos não são os antígenos purificados, mas sim círculos de DNA, chamados de plasmídeos, que carregam genes que codificam esses antígenos. As células humanas incorporam passivamente esses plasmídeos e produzem os antígenos que treinam o sistema imune a reconhecer o patógeno alvo. Não existem vacinas desse tipo aprovadas para uso em seres humanos, mas vários grupos de pesquisa de vacinas contra a AIDS têm empregado esse método.
  • Candidatas a vacina de vetor recombinante: essas candidatas, assim como as vacinas de DNA, introduzem no organismo genes para os antígenos visados. Os genes, porém, são inseridos num outro tipo de vírus que infecta ativamente as células humanas. Os vírus escolhidos como vetores são seguros porque não são do tipo que causa doenças em seres humanos e/ou foram manipulados de forma a não poderem proliferar. Não existem vacinas desse tipo aprovadas para uso em seres humanos, mas vários grupos de pesquisa de vacinas contra a AIDS têm empregado essa estratégia.

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